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    Superando as Crises
    David Kornfield
     
    Todos enfrentamos crises.  Às vezes são pequenas, outras vezes não.  Às vezes são meio previsíveis, a maioria das vezes não.  Às vezes são de terceiros, outras vezes transbordam de nossas próprias entranhas, nosso casamento, nossa família, nossa igreja, nosso trabalho.
     
    Os chineses têm uma linguagem de símbolos.  A palavra “crise” é um casamento do símbolo para “oportunidade” e o para “perigo”.  Trabalhando encima dessa perspectiva sábia, deixe-me oferecer a seguinte definição de criseUma oportunidade perigosa que nossa estrutura atual não é suficiente para administrar”.  Quando conseguimos administrar o assunto não é uma crise, apenas um problema ou desafio.  Torna-se uma crise quando não temos os recursos emocionais, espirituais, financeiros ou outros para conseguir administrar a situação.
     
    Existem três formas típicas de responder a crises: retroceder ou recuar, agüentar firme ou superar.  Algumas pessoas são gatos escaldados e fogem na hora que a crise se erguer, mas acho que a resposta mais comum é agüentar firme.  Inicialmente quando uma crise chega, a enfrentamos, algo parecido a alguém que está um quilômetro de casa quando uma tempestade fria cai.  Se encolha em si mesmo, olha para baixo para não pegar chuva na cara e começa a andar.  Passo após passo, com confiança que apesar de estar congelando, possivelmente tremendo de frio, apesar de se ensopar e estar frustrado, correndo risco de uma gripe forte, se apenas agüentar, irá chegar em casa e a crise passará.  Infelizmente a maioria de outras crises demora bem mais; ainda assim, nos encolhemos, nos fixamos na possibilidade da vida voltar ao que era e colocamos um pê na frente do outro.  Nos firmamos em versículos como Hebreus 12.1, 2 que falam da perseverança e de fixar nos olhos em Jesus e, olhos realmente fixos em Jesus ou não, agüentamos.
     
    Essas crises comumente envolvem conflitos com alguém.  Nessa atitude de aguentar firme temos uma tendência de procurar apoio até a crise passar, apoio de amigos, apoio de Deus, apoio através de passagens bíblicas.  Com a maior facilidade encontramos passagens que nos fortalecem, nos encorajam a perseverar e muitas vezes nos justificam ou mostram que nós estamos certos.  Eventualmente a crise passa e conseguimos andar como antes, com cabeças erguidas e um sorriso no rosto e na alma.
     
    Quando a crise não passa, quando agüentar firme não está dando certo, quando os versículos não são suficientes, as duas outras opções se abrem.  Muitas pessoas retrocedem, voltam para trás.  Abandonam a “fé” que tinham, a convicção ou equilíbrio que tinham, a maturidade ou confiança que ganharam e voltam para um paradigma do passado, algo que servia na época, mas que já haviam deixado para trás.  Estas pessoas, quando a crise passa, realmente estão piores do que quando a coisa pegou.  Pode ser que suas circunstâncias são piores como no caso de um casamento acabado, um emprego perdido ou uma grande perda financeira.  Mas o que realmente importa é se a vida interior piorou, se a pessoa demora em recuperar sua fé, confiança, amor, esperança ou às vezes nunca as recupera.
     
    Incrível como pareça, gigantes da fé podem sofrer disto.  Podemos citar Abraão em oferecer sua esposa para outros reis, Davi na morte de seu filho Absalão, Pedro na negação de Jesus e outros.  Possivelmente a história que mais me impressiona nesse sentido é de José de Egito.  Ele atingiu um grande nível de espiritualidade, de sucesso e de equilíbrio que o levo ao topo do governo.  Ele expressa que seus problemas acabaram através dos nomes que ele dá para seus filhos: “Ao primeiro, José deu o nome de Manassés, dizendo: ‘Deus me fez esquecer todo o meu sofrimento e toda a casa de meu pai’.  Ao segundo filho chamou Efraim, dizendo: ‘Deus me fez prosperar na terra onde tenho sofrido’” (Gn 41.51, 52).  O passado resolvido, superado, deixado para trás, o gigante espiritual olha para frente e abraça o futuro maravilhoso que Deus lhe havia concedido.  Até que o passado volta e seus irmãos aparecem de novo.  Nesse momento, ele regride; volta a sentimentos que ele nem sabia que tinha.  Dá para enxergar oito características de uma pessoa ferida na forma que ele reage a seus irmãos em Gênesis 42:
    1.      Ela coloca uma máscara, não deixando os outros saberem quem ela realmente é, muito menos seus sentimentos (v. 7 em diante).
    2.      Ela fala asperamente, ainda quando fala palavras simples como “De onde vocês vêm?” (v. 7).
    3.      Lembranças do passado, até de seus sonhos, são doloridos (v. 9).
    4.      Ela acusa (v. 9).  (Quantas vezes uma pessoa ferida acaba fazendo o trabalho de Satanás para ele, acusando todo o mundo de estar errado, menos ela).
    5.      Não ouvi o que ela não quer ouvir (v. 12).
    6.      Faz demandas, impondo sua perspectiva ou manipulando as pessoas para que façam o que ela quer (vv. 14-16).
    7.      Faz os outros sofrerem (v. 17).
    8.      Se chorar, é um choro de tristeza segundo o mundo (2 Co 7.8-11) e não um choro que libera, que cura, que alivia (v. 24)
     
     

    Crise!  Que derrota gigantes da fé.  O que faz de José um verdadeiro gigante, como também os outros nomes que citamos acima é que voltaram de sua derrota.  Gosto do ditado “Não importa o erro que fazemos tanto quanto o que fazemos depois”.
     

     
    Relativamente poucas pessoas conseguem superar as crises.  A maioria acha que estão fazendo isso quando agüentam até as crises passarem.  Mas eles não cresceram, não são melhores pessoas, mais maturos, sábios ou equilibrados do que antes.  Ficam como eram; na verdade, não superaram a crise, apenas a sobreviveram. 
     
    Quem supera uma crise é a pessoa que enxerga que Deus está agindo através da mesma.  Ao invés de simplesmente tolerar a crise, procura os propósitos de Deus no meio dela.  Ainda é um mecanismo de defesa quando fazemos isso e acabamos “descobrindo” grandes propósitos de Deus para as pessoas ao nosso redor mudarem.  Quem verdadeiramente supera uma crise é aquele que descobre o que Deus está querendo fazer nele (Tg 1.2-5).  Essa pessoa se quebranta e deixa Deus fazer Sua plena obra nela.  Ela entrega a estrutura falida que não está conseguindo administrar a crise e pede para Deus lhe revelar uma nova estrutura interna, uma nova forma de enxergar a vida e especialmente os propósitos d’Ele.  Esta pessoa persevera não para simplesmente resistir até que a prova ou crise passa, mas persevera na luta com Deus, como Jacó (Gn 32.22-32), até que Deus toque nela de uma forma que sua vida nunca mais será a mesma. 
     
    Dos três tipos de respostas às crises, apenas esta terceira leva a pessoa, nas palavras de Paulo, a passar de glória em glória (2 Co 3.18).  Ela abandona a glória da estrutura passada, das respostas que serviram por muito tempo ao invés de se esconder atrás delas como Moisés fez com o véu (2 Co 3.12-18).  Esse quebrantamento abre a porta para a nova glória.
     
    Os psicólogos, especialmente no campo do desenvolvimento humano como no caso de Erik Erikson, Piaget ou Kohlberg, falam disso.  Eles dizem que todo ser humano passa por etapas ou fases.  Cada fase é necessária e saudável e em cada fase a pessoa procura um equilíbrio que a permite lidar com a vida.  Ao mesmo tempo, com o passo do tempo a estrutura interna dessa fase se mostra inadequada para as novas realidades que a pessoa precisa enfrentar.  Ela é forçada a entrar num período de desequilíbrio (crise) no processo saudável e necessário de encontrar um novo e melhor equilíbrio, uma nova estrutura interna que corresponde melhor aos fatos e que a permite administrar as crises.  O desequilíbrio é a porta para o crescimento, é a oportunidade perigosa que chamamos de crise.  Quando realmente superamos a crise, crescendo através dela, passamos para um novo nível de equilíbrio.  Ficamos nisso até crescermos o suficiente para nos prontificar para uma nova fase; então Deus, em sua sabedoria, nos envia uma nova crise, um novo desequilíbrio, para nosso crescimento.  Que trágico quando alguém não entende isto e recusa ir para frente.  Acaba se “congelando” ou paralisando emocionalmente na fase onde está, optando para não abandonar as estruturas atuais.
     
    De forma parecida, muitos de nós não estamos dispostos abrir mão de nossos paradigmas, estruturas internas ou cosmovisão.  Insistimos em manter o que sempre fomos ensinados.  Acabamos agüentando a crise ao invés de superá-la, até às vezes retrocedendo na fase dela.
     
    Minha esposa, Débora, escreveu um livro dando perspectivas sobre abuso sexual e chamou o livro de Vítima, Sobrevivente, Vencedor (Editora Vida/Sepal).  Ela captou nesse título as três formas que as pessoas respondem às crises: a vítima vê que o problema está nas outras pessoas e circunstâncias e ela recua das dificuldades.  O sobrevivente não recua; persevera e continua para frente ainda que sem alegria e liberdade.  O vencedor, aquele que deixa Deus refazer seu interior, cresce, passa de glória em glória, experimentando a gloriosa liberdade dos filhos de Deus (Rm 8.19-21).
     
    Quando você enfrenta uma crise, não pensa apenas em como sair dela ou como perseverar até ela passar.  Pensa em superá-la, contorna-la para que seja uma oportunidade de crescimento, de quebrantamento, de ver a glória de Deus liberado em você e através de você.  Quando outros ao seu redor passam por crise, não pense primeiro em como proteger elas ou como ajudar elas escaparem da crise.  Pergunte para Deus o que Ele está fazendo e procure acompanhar os propósitos d’Ele para que essa pessoa possa ser não uma vítima, nem apenas um sobrevivente e sim um vencedor!
     
    Perguntas para reflexão:
    1.      Qual crise você está enfrentando agora?  Tem alguma crise interna que volta com uma certa regularidade?
    2.      Pense nessa crise, ou naquela que você sofreu mais recentemente, e pergunte: quais podem ser os propósitos de Deus no meio disso?
    3.      O que Deus quer lhe ensinar através da crise?  Ele está lhe chamando para alguma mudança, possivelmente para um quebrantamento, para que o Espírito e a glória d’Ele possam fluir bem mais em você do que antes?
    4.      Já que poucos conseguimos ser vencedores sozinhos, quem pode lhe acompanhar para que você não seja apenas uma vítima ou sobrevivente?